Não existe nada mais baixo astral do que as versões “meia boca” de clássicos da música. Talvez pelo agravante de que dão uma impressão de completa falta de imaginação dos "autores das versões"...
Lógico que existem versões musicais de "boa-fé", releituras para homenagear determinados artistas e ídolos, blá blá blá. Mas a maioria é pura picaretagem mesmo!
Consegui selecionar três versões que ficaram tão boas quanto às originais:
1 – “Tomorrow Never Knows”
A banda paulistana Violeta de Outono, nos anos 80, foi incensada como uma das grandes promessas do rock tupiniquim. Era um power trio de responsa que, ao vivo, arrasava pelo lirismo e viagens musicais.
O seu tão aguardado primeiro disco, no entanto, não foi recebido tão entusiasmadamente pelos ferozes críticos da época (que fazem os de hoje parecerem monges franciscanos).
O Violeta de Outono fez uma versão de “Tomorrow Never Knows” dos Beatles que, curiosamente, até os beatlemaníacos mais fundamentalistas (como o escriba, autor desta epístola) concordam que ficou tão boa quanto a original.
E tal peripécia corresponde ao Brasil sagrar-se campeão mundial em futebol americano!
2 – “What A Wonderfull World”Este manjadíssimo "hino do otimismo" de Louis Armstrong, ficou muito mais legal com a ironia e o niilismo punk do imortal Joey Ramone.
3 – “Help !”Quando se fala em versões primorosas, a primeira música que me vem à cabeça é “
Help !” na voz e nas coxas (ops!) da titia
Tina Tuner.
Durante mais de uma década, custei a sacar que este clássico da
soul music era na verdade uma releitura de uma música dos
Beatles da fase do
iê iê iê.
E agora fariseus, vocês podem atirar as primeiras pedras e indicar as versões que julgarem ter sido tão boas (ou melhores) que as originais!