Tutor Unopar

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Rafael & Rotten: Qualquer Semelhança Não É Mera Coincidência




















Parece jogo dos sete erros:

1º erro: cantam muito mal;

2º erro: são feios de doer;

3º erro: foram frontmans de bandas ruins (Polegar e Pistols);

4º erro: verdadeiras farsas do rock’n’roll;

5º erro: deixaram-se ser explorados por empresários gananciosos (Gugu Liberatto e Malcom McLaren);

6º erro: decadentes, vivem do passado pouco glorioso;

7º erro: cheiram todas e vivem dando muito trabalho (já basta a mala da Amy Winehouse!).


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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Três Versões Musicais Porretas


Não existe nada mais baixo astral do que as versões “meia boca” de clássicos da música. Talvez pelo agravante de que dão uma impressão de completa falta de imaginação dos "autores das versões"...

Lógico que existem versões musicais de "boa-fé", releituras para homenagear determinados artistas e ídolos, blá blá blá. Mas a maioria é pura picaretagem mesmo!

Consegui selecionar três versões que ficaram tão boas quanto às originais:

1 –Tomorrow Never Knows

A banda paulistana Violeta de Outono, nos anos 80, foi incensada como uma das grandes promessas do rock tupiniquim. Era um power trio de responsa que, ao vivo, arrasava pelo lirismo e viagens musicais.

O seu tão aguardado primeiro disco, no entanto, não foi recebido tão entusiasmadamente pelos ferozes críticos da época (que fazem os de hoje parecerem monges franciscanos).

O Violeta de Outono fez uma versão de “Tomorrow Never Knows” dos Beatles que, curiosamente, até os beatlemaníacos mais fundamentalistas (como o escriba, autor desta epístola) concordam que ficou tão boa quanto a original.

E tal peripécia corresponde ao Brasil sagrar-se campeão mundial em futebol americano!

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2 – “What A Wonderfull World


Este manjadíssimo "hino do otimismo" de Louis Armstrong, ficou muito mais legal com a ironia e o niilismo punk do imortal Joey Ramone.

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3 – “Help !

Quando se fala em versões primorosas, a primeira música que me vem à cabeça é “Help !” na voz e nas coxas (ops!) da titia Tina Tuner.

Durante mais de uma década, custei a sacar que este clássico da soul music era na verdade uma releitura de uma música dos Beatles da fase do iê iê iê.

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E agora fariseus, vocês podem atirar as primeiras pedras e indicar as versões que julgarem ter sido tão boas (ou melhores) que as originais!

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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Crise de Abstinência



A leitura torna o homem completo; a conversação torna-o ágil; e o escrever dá-lhe precisão. (Francis Bacon)


Quando se pega gosto pela leitura e pela escrita, dificilmente alguém consegue abandoná-las sem sofrer serias perturbações mentais por causa da abstinência. Podemos dizer então que o hábito da leitura e da escrita são dois vícios altamente benefícos para o enriquecimento cultural e a ausência de um ou ambos acarretam sérias complicações psíquicas. Não entendeu? Então explico:



Ocorre que, ultimamente, não estou tendo como postar meus artigos no blog devido a falta de um material que hoje se tornou imprescindível que atende pela alcunha de computador, logo confesso que fazia minhas postagens no computador do trabalho e que durante esse meu período de licença fiquei órfão dessa maquininha.


Como consequência dessa minha falta de escrita, achei que fiquei mais amargo e menos paciente, então presumo que o hábito de escrever causa dependência, logo eu que nunca fui viciado em nada nessa vida, fui descobrir agora, que tenho síndrome de abstinência da escrita.


Completado exato 1 mês da minha última postagem, venho a público manifestar que virei dependende crônico de escrever no blog e essa minha ausência forçada tem me causado sérios distúrbios.


Portanto recomendo àqueles que pensam em começar a blogar que estudem a fundo o seu grau de comprometimento e sua disponibilidade em manter uma constância nos seus artigos, sob pena de serem acometidos pelo mesmo mau que devastou minha vida nesses últimos dias, depois não digam que não avisei.

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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

"Até tu, Brutus!"



Para aqueles que lidam no dia a dia forense, não são poucas as histórias envolvendo desmandos por parte de alguns membros dos Ministérios Públicos Estaduais. Digo alguns, pois acredito que a maioria deve ser formada por cidadãos sérios, comprometidos republicanamente com os interesses difusos e coletivos.

Particularmente, aqui em Minas, tive o desprazer de conhecer um arremedo de tirano absolutista no pior estilo “L'État c'est moi”...

Nesta linha, resolvi postar a seguinte reportagem publicada no site Vide Versus do combativo jornalista gaúcho Vitor Vieira, para demonstrar que até de onde se espera que haja probidade e respeito à Constituição, há casos que demonstram justamente o contrário.

Veja o texto na íntegra:

Movimento de Justiça e Direitos Humanos contesta lista de candidatos do MP gaúcho para a vaga de desembargador

O Movimento de Justiça e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul protocolou no Palácio de Justiça, no final da tarde desta terça-feira, um requerimento com pedido ao presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Armínio José Abreu Lima da Rosa, para que seja suspensa a apreciação da lista sêxtupla enviada pelo Ministério Público, para o preenchimento de uma vaga de desembargador pelo quinto constitucional. Conforme o requerimento do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, o Ministério Público enviou o nome de um promotor, Ricardo Felix Herbstrith, que não poderia estar na lista.

O Movimento de Justiça e Direitos Humanos aponta que este promotor foi penalizado no ano passado pelo Conselho Superior do Ministério Público e pelo Órgão Especial da Instituição, por ilícitos cometidos em investigação contra as servidoras (já demitidas) Débora Bouvie Couras (estatutária) e Camila Losekan Sangói. A servidora Débora Bouvie Couras luta no processo judicial nº 001/1.08.0138154-5 para obter a nulidade do processo que a demitiu e alcançar a reintegração e os salários atrasados. O Conselho Superior do Ministério Público considerou também que o promotor Ricardo Félix Herbstrith investigou de maneira ilegal a Procuradora Cristiane Todeschini, a qual representou contra ele, em processo que resultou na sua penalização. No processo também foi denunciado o promotor Flávio Duarte.

 O caso é absolutamente rumoroso. O Movimento de Justiça e Direitos Humanos convocou uma coletiva de imprensa para as 15 horas desta quarta-feira, na Assembléia Legislativa, para explicar todo o caso à imprensa e sociedade gaúcha, e para revelar os detalhes de todo o caso. O Movimento de Justiça e Direitos Humanos diz ao final de seu requerimento: “em face dessa ausência de requisitos fundamentais para integrar a lista sêxtupla enviada pelo Ministério Público, postula o Movimento de Justiça e Direitos Humanos que o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul abstenha-se de examinar a mesma, e que promova a sua devolução ao Ministério Público, para que seja refeita, com a ausência do nome do promotor Ricardo Felix Herbstrith”. O processo a que os promotores Ricardo Felix Herbstrith e Flávio Duarte responderam no Ministério Público é o Inquérito Administrativo nº 10.899-09.00/06-3.

Trocando em miúdos, o Ministério Público gaúcho tem o direito de indicar à Governadora Crusyus, uma lista contendo seis nomes de promotores, para ocupar uma vaga de desembargador no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Ocorre que dentre os nomes está o do promotor citado na reportagem que, no entender do Movimento de Justiça e Direitos Humanos e em face de seus atos, não detem "reputação ilibada" para o cargo de Desembargador. Pelo visto, nem para promotor...

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terça-feira, 13 de outubro de 2009

O Paradoxal Prêmio Nobel da Paz 2009


A notícia do vencedor do Prêmio Nobel da Paz 2009 surpreendeu até mesmo o premiado! Com apenas alguns meses na presidência da nação mais poderosa do mundo, Barack Obama não conseguiu esconder o constrangimento com o prêmio, no seu pronunciamento na Casa Branca.

Pois bem, ainda que Obama tenha demonstrado um esforço diplomático para o diálogo e pacificação de conflitos internacionais, diferentemente de seus antecessores republicanos, também entendo que tal premiação foi prematura: não bastam apenas os esforços e “boas intenções” - os resultados têm de aparecer.

Mas no fim das contas, a impressão que eu tive é que essa pode ter sido uma jogada de mestre do júri do Prêmio Nobel da Paz, ao se premiar o líder da nação mais beligerante do mundo!

Desta forma, pelo menos na teoria, Obama terá de ponderar muito sobre qualquer decisão a ser tomada com fins de se proceder às intervenções bélicas em países soberanos, além de se obrigar a observar e respeitar os tratados de direitos humanos, tanto em Guantânamo e Faixa de Gaza, quanto nas bases militares no Iraque, Afeganistão e Paquistão.

Se na questão do Protocolo de Kyoto, os EUA não demonstram nenhuma boa vontade em avançar na discussão, pelo menos no tocante à paz, teoricamente, com o Prêmio Nobel, acabaram se comprometendo seriamente, sob o risco de caírem no escárnio internacional.

Desta forma, não bastando os efeitos pós-crise financeira, agora Obama tem outro grande desafio global que é honrar o Prêmio Nobel da Paz, pelo menos enquanto presidente dos EUA.


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